terça-feira, 4 de novembro de 2014
Tenha cuidado para quem você posta.
O vazamento de imagens é proporcional ao tamanho do fenômeno. Um
levantamento da consultoria de tecnologia eCGlobal Solutions, com quase 2
mil brasileiros de mais de 18 anos, revela que 32% dos homens já
enviaram fotos em que aparecem nus e 17% já mandaram vídeos. Entre as
mulheres, 29% compartilharam imagens em que aparecem sem roupa, e 9%
vídeos. Em 2012, o Portal Educacional entrevistou quase 4 mil estudantes
com idades entre 14 e 17 anos. Entre eles, 6% afirmaram já ter mostrado
partes íntimas do corpo para desconhecidos por meio da webcam ou ter
aparecido nus ou seminus em fotos na rede. Apesar de a incidência entre
jovens ser menor, ela é mais preocupante. “Eles têm mais dificuldades de
medir consequências e são mais impulsivos”, afirma o psiquiatra Jairo
Bouer, colunista de ÉPOCA. Por isso, há chances maiores de que o
conteúdo do que fazem se torne público. Quem fez não teme divulgar, e
quem recebe não mede as consequências destrutivas de distribuir. Ao
mesmo tempo, as implicações de um escândalo desse tipo podem ser
críticas para os jovens. O repertório emocional deles é limitado para
lidar com a crueldade pública e a censura social, como as mortes de
Júlia e Giana tristemente demonstram.
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